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Trólebus & Ônibus Elétricos Brasileiros

> Ônibus Elétrico a Baterias

Em se tratando de tração elétrica sobre pneus o desenvolvimento do ônibus elétrico a baterias vem se consolidando ao longo dos últimos anos. A tecnologia não é nova: os primeiros veículos elétricos surgiram ainda no século XIX, porém com a evolução e melhoria dos veículos a combustão interna estes foram relegados a segundo plano.

Na década de 1.990 observa-se aos poucos um ressurgimento dos veículos elétricos, quando a preocupação social com o meio ambiente começa a aumentar. Atualmente os veículos elétricos estão em ascensão e continuam a avançar à medida que se tornam mais eficientes. O desafio é tornar a tecnologia mais competitiva do ponto de vista econômico-financeiro.

O custo da tecnologia dos ônibus a bateria ainda é alto, se comparado com um ônibus diesel por exemplo. Porém a indústria do setor, alavancada pela maior cobrança da sociedade frente a redução da poluição e aquecimento global, vem buscando constantemente a evolução dos componentes deste modal.

 

Atualmente o maior custo de um ônibus a bateria provém exatamente de suas baterias. Para isso busca-se por exemplo a redução do peso e tamanho das mesmas, resultando numa maior autonomia do veículo e num menor desgaste dos pneus. Existe ainda a possibilidade de locação destas, onde o operador da frota paga um valor mensal ao longo do contrato com o fabricante, sem ter a preocupação de reposição das mesmas.

 

A vida útil de uma bateria para tração dum ônibus é de 15 anos ou 6.000 ciclos atualmente. Após o uso existe a opção das mesmas serem balanceadas e utilizadas em ESS (Energy Storage System) como armazenadores de energia.

Enfim, melhorando-se seu custo, sua autonomia e sua durabilidade a tendência é que cada vez mais esta tecnologia seja empregada nos centros urbanos.

Apresentamos na sequencia as tecnologias de ônibus elétricos movidos a bateria desenvolvidas e disponíveis no Brasil, em odem cronológica:
 

> ÔNIBUS A HIDROGÊNIO: trata-se de um ônibus com motor de tração elétrica, alimentado por um gerador de eletricidade, proveniente de células de combustível. A energia elétrica é produzida através de uma reação química nas células de combustível que utilizam o hidrogênio líquido, tendo como resíduo apenas água que é eliminada no cano do escapamento. Também existe um banco de baterias de tração complementar.


A vantagem é que se trata de um veículo puramente elétrico, com todas as suas vantagens. A grande desvantagem está na própria obtenção do hidrogênio líquido, que demanda grande quantidade de energia elétrica para a sua produção. Também há a necessidade de compressão do hidrogênio para armazenamento em cilindros específicos.


Em suma, a produção do hidrogênio líquido e seu armazenamento ainda são processos muito complexos e custosos, o que desestimula o uso desta tecnologia neste momento.

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No Brasil temos atualmente dois consórcios construtores de ônibus a hidrogênio:

* O "Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio" coordenado pela EMTU/SP, constituído por oito empresas nacionais e multinacionais (AES Eletropaulo, Ballard Power Systems, Epri, Hydrogenics, Marcopolo, Nucellsys, Petrobras Distribuidora e Tuttotrasporti): lançado em 2006 consistiu na aquisição, operação e manutenção de quatro ônibus com célula a combustível a hidrogênio, atualmente em operação no corredor ABD Paulista.

 

Contempla ainda a instalação de uma estação de produção de hidrogênio por eletrólise a partir da água e abastecimento dos ônibus, além do acompanhamento e verificação do desempenho desses veículos.

 

Em 2009 iniciaram-se os testes operacionais e em 2010 o ônibus protótipo passou a ser testado com passageiros no Corredor Metropolitano ABD (São Mateus - Jabaquara). Em 2015 ocorre a entrega de mais três novos ônibus movidos a hidrogênio, os quais estampam em sua pintura externa três pássaros que são símbolos da fauna brasileira: a Ararajuba, o Sabiá-Laanjeira e o Tuiuiú.

Após anos encostados os três últimos ônibus sofreram reforma de suas carrocerias pela Marcopolo e posteriormente passaram a circular na Cidade Universitária da USP, em 2023. Neste mesmo ano a EMTU-SP e a USP (Universidade de São Paulo) anunciaram o início de um projeto com estes ônibus movidos à hidrogênio e a construção de uma estação que terá a capacidade de produzir em torno de 5 kg do combustível por hora. O hidrogênio será obtido a partir do etanol.

 

 

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Protótipo e demais ônibus movidos a hidrogênio - "Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio" coordenado pela EMTU/SP.

(https://www.emtu.sp.gov.br/emtu/empreendimentos/projetos-de-desenvolvimento-tecnologico/onibus-a-hidroge

nio.fss).

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Componentes dp protótipo do ônibus movidos a hidrogênio - "Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio" coordenado pela EMTU/SP.

(https://revistapesquisa.fapesp.br/coletivo-a-hidrogenio/).

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Apresentações institucionais - "Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio" coordenado pela EMTU/SP.

Clique nas imagens para visualizar/baixar.

(https://www.emtu.sp.gov.br/emtu/empreendimentos/projetos-de-desenvolvimento-tecnologico/onibus-a-hidroge

nio/onibus-a-hidrogenio-apresentacoes.fss).

* O "H2 + 2" coordenado pela Coppe/UFRJ (Universide Federal do Rio de Janeiro) constitui num ônibus híbrido movido a energia elétrica, obtida de bateria abastecida na rede e complementada com energia produzida a bordo, por meio de pilha a combustível alimentada com hidrogênio. Com tecnologia 100% nacional, o veículo foi lançado durante a Rio+20, o evento promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2.012, no Rio de Janeiro.

Em 2.012 foi lançada sua segunda versão, 40% mais eficiente no aproveitamento da energia e com custo de fabricação 30% menor que o modelo anterior. Mudanças no sistema de tração permitiram reduzir a potência da pilha a combustível e torná-la mais leve, sem comprometer o desempenho do veículo.

A terceira versão lançada em 2.017, além de mais eficiente do ponto de vista energético, torno-se mais adequado aos métodos industriais de fabricação, visando à produção em série. o veículo tem capacidade para 69 passageiros, com autonomia de 330 quilômetros, o equivalente ao deslocamento médio diário dos ônibus urbanos a diesel. Assim como os carros de Fórmula 1, o veículo recupera a energia cinética, que é produzida com a movimentação e, nos veículos comuns, desperdiçada nas desacelerações e frenagens. No H2+2, é regenerada em energia elétrica e reaproveitada para recarga das baterias.

Apresentação do ônibus híbrido a hidrogênio - Coppe/UFRJ.

(https://www.youtube.com/watch?v=B69UwUQbtSU&t=27s).

* E-Bus ELETRA: em 2.013 foi montado no Brasli o primeiro ônibus elétrico brasileiro movido por baterias. O E-Bus, como foi chamado, teve a parceria das empresas japonesas Mitsubishi Heavy Industries e Mitsubishi Corporation e a brasileira Eletra. O veículo, pertencente à frota do Consórcio Metra (prefixo 8160) na verdade era um trólebus que foi convertido em ônibus elétrico.

Com 18 metros de comprimento, o veículo articulado transporta até 150 passageiros e tem autonomia operacional de 200 quilômetros. Suas baterias, de lítio-íon, fornecidas pela Mitsubishi do Japão, têm 10 anos de vida útil e podem ser recarregadas de duas maneiras: com sistema de recarga lenta, o ônibus é conectado a uma tomada especial na sede da Metra, em São Bernardo do Campo, e demora cerca de duas horas para repor 80% da carga das baterias, em processo realizado após o horário de circulação. Já a carga rápida é feita no terminal de Diadema, por meio de acoplamento automático localizado no teto do ônibus, que repõe cerca de 15% da energia em apenas 5 minutos, o suficiente para o veículo fazer uma viagem.

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Especificações técnicas do ônibus elétrico articulado "EBus" - Metra prefixo 8160.

(Fonte: https://www.eletrabus.com.br/eletrico-puro/ebus-eletrico-puro-18m-metra/).

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Apresentação do ônibus elétrico articulado "EBus" - Metra prefixo 8160.

(Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=H1tHZmqjyuk).

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