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Coluna FALA GALESI !!!

Espaço dedicado ao jornalista e especialista em transportes Marcos Galesi.
Confira aqui seus artigos em defesa do Trólebus Brasileiro.

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OPINIÃO: "Quando o carro por aplicativo virou luxo"

17/06/2026

Alta explosiva de preços, falta de motoristas e tarifas imprevisíveis fazem brasileiros reverem hábitos e redescobrirem o transporte público e o táxi tradicional. O que nasceu para ser solução rápida e barata hoje pesa no bolso e testa a paciência do passageiro.

 

Os carros por aplicativo não surgiram por acaso. Eles vieram para preencher uma lacuna deixada pelo transporte coletivo, que ao longo dos anos perdeu frequência, regularidade, conforto e, sobretudo, a confiança do usuário. Onde o ônibus demorava, o aplicativo apareceu. Onde o sistema falhava à noite, nos fins de semana ou em áreas mal atendidas, o carro particular assumiu o papel de solução.

Durante um bom tempo, funcionou. O passageiro aceitou pagar um pouco mais em troca de previsibilidade e rapidez. O problema começou quando esse “um pouco mais” virou caro demais e imprevisível demais. Em 2025, a inflação do transporte por aplicativo foi a maior entre todos os itens do IPCA, com alta média nacional de 56%. Em algumas capitais, como Porto Alegre, o aumento ultrapassou 80%, escancarando o impacto direto no bolso da população.

Além do preço, a dificuldade em encontrar motoristas disponíveis tornou-se rotina. Corridas canceladas, longos tempos de espera e tarifas instáveis afastaram usuários, principalmente nos deslocamentos do dia a dia. O planejamento, que a tecnologia prometia eliminar, voltou a ser regra.

Do lado dos motoristas, o discurso também mudou. Muitos relatam que o aumento pago pelos passageiros não se converte em maior remuneração. A ampliação da parcela retida pelas plataformas tornou diversas corridas pouco vantajosas, reduzindo a oferta em determinados horários e alimentando um ciclo perverso: menos carros disponíveis e tarifas ainda mais altas.

Nesse cenário, alternativas antes tratadas como secundárias voltaram ao centro das escolhas. O táxi tradicional recuperou espaço, com inflação abaixo de 10% em 2025 e preços mais previsíveis, especialmente em horários de pico e dias de chuva. O transporte público também voltou a ganhar usuários, assim como a carona e o uso do carro próprio.

A lógica de preços dos aplicativos, baseada na relação entre oferta e procura, explica as oscilações, mas também revela seus limites. Tarifas dinâmicas elevadas corroeram a imagem de economia e conveniência que marcou o início do serviço. Não por acaso, órgãos de defesa do consumidor passaram a questionar reajustes e a falta de transparência.

O transporte público pode, sim, voltar ao protagonismo da população, mas não volta sozinho. Precisa recuperar o básico: frequência confiável, tempo de viagem previsível, preço justo e respeito ao passageiro. Quando funciona, sempre foi imbatível. O que mudou não foi o usuário. Foi a prioridade dada à mobilidade urbana.

 

Marcos Galesi MTB 083846/SP

Jornalista | Técnico em Transportes

 

#MobilidadeUrbana #TransportePúblico #Aplicativos #Táxi #Cidade #DireitoDeirEVir

 

 

 

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⚡ Bateria ou Rede? O Dilema Estratégico da Eletrificação

08/06/2026

 

A eletrificação do transporte coletivo avançou.

Mas a pergunta central ainda não está sendo feita com a profundidade necessária:

Estamos escolhendo a tecnologia mais eficiente ou a mais conveniente?

 

Hoje, dois modelos predominam no debate:

🔋 Modelo 100% Bateria

• Maior flexibilidade operacional

• Menor necessidade de infraestrutura aérea

• Forte apelo político e visual

• Alto custo de baterias e reposição

• Dependência de ciclos de carga e degradação

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⚡ Modelo com Rede Aérea (trólebus/corredores eletrificados)

• Energia contínua

• Vida útil operacional mais previsível

• Menor dependência de grandes pacotes de bateria

• Investimento inicial robusto em infraestrutura

 

• Planejamento urbano de longo prazo obrigatório

A decisão não é apenas tecnológica.

É estratégica.

Cidades que optam por baterias precisam planejar:

✔ Capacidade energética

✔ Infraestrutura de recarga simultânea

✔ Logística operacional

✔ Sustentabilidade financeira da substituição futura

 

Cidades que optam por rede precisam assumir:

✔ Planejamento estruturante

✔ Compromisso de longo prazo

✔ Visão sistêmica de mobilidade

O dilema não é “qual é mais moderno”.

É:

Qual modelo oferece maior eficiência operacional, estabilidade energética e previsibilidade de custo no horizonte de 15 a 20 anos?

A mobilidade elétrica não é uma vitrine tecnológica.

É uma decisão estrutural de cidade.

#MobilidadeEletrica #TransportePublico #Eletrificacao #PlanejamentoUrbano #Infraestrutura #MobilidadeUrbana #TransicaoEnergetica

 

 

 

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