top of page

Trólebus Brasileiro

> Os Sistemas Brasileiros

> SP Trans

> VLP / Expresso Tiradentes

> Especificações Protótipo Trólebus Biarticulado

As montadoras Volvo (chassi), Marcopolo (carroceria) e Powertronics (eletrônica) participaram em parceria do desenvolvimento, construção e teste protótipo Trólebus (VLP – Veículo Leve sobre Pneus) Biarticulado, o primeiro da América Latina e que será o único no mundo em operação à época (1.998).

Os testes com o protótipo foram realizados no autódromo José Carlos Pace (Interlagos) na cidade de São Paulo, onde foi construída uma pista de testes para simular sua operação. Considerado o único “campo de provas” do Brasil para testes de sistema de transporte público urbano, a pista tinha 1.200 metros de extensão, rede de energia elétrica flexível e todas as condições reais de operação da linha Parque D. Pedro II – Sacomã.

273.jpg

Protótipo em exposição na ExpoBus, em 1.998.

(Fonte: SP Trans).

1 – Dimensões (mm)

- Comprimento total: 25.000

- Largura (sem roletes): 2.500

- Largura (com roletes): 2.700

- Altura total: 3.400

- Altura máxima do piso (região das portas): 920

- Altura interna livre: 2.000

- Largura das portas: 1.200

- Altura livre de componentes próximos às rodas: 180

- Altura livre de componentes nas demais áreas: 250

- Altura máxima da aresta inferior do pára-choque dianteiro: 410

- Altura máxima da aresta inferior do pára-choque traseiro: 490

- Ângulo mínimo de entrada: 9 graus

- Ângulo mínimo de saída: 8 graus

- Ângulo livre mínimo entre-eixos (veículo principal): 4,5 graus

2 – Pesos (Kg)

2.1 – Peso bruto  (considerando-se a operação em pista especial e o veículo lotado, com uma taxa de ocupação mínima de 10 passageiros em pé por metro quadrado de área útil).

- Eixo dianteiro: 8.000

- Eixo traseiro: 12.000

- Eixo 1o trailer: 14.000

- Eixo 2o trailer: 14.000

- Total: 48.000

3 – Desempenho

- Velocidade máxima: 80 Km/h

- Rampa máxima: 10 %

- Velocidades mínimas a serem atingidas, em função do tempo, partindo do repouso em pavimento horizontal:

vlp-tab3.jpg

 

- Velocidades mínimas a serem atingidas em aclive, a partir do repouso

vlp-tab4.jpg

 

- Acelerações mínimas a serem desenvolvidas em aclives

vlp-tab5.jpg

 

4 – Capacidade de transporte

- Ocupação: 7 passageiros/m2 em pé

vlp-tab6.jpg

 

5 – Alimentação elétrica

5.1 – Tensão da rede aérea

- Nominal: 600 Vcc

- Mínima: 400 Vcc

- Máxima: 720 Vcc

5.2 – Circuitos auxiliares: 220 Vca, 3 fases, 60 Hz

5.3 – Circuito de corrente alternada (bateria): 24 Vcc (nominal)

6 – Características operacionais

- Raio de giro externo máximo (mm): 11.570

- Raio de giro interno mínimo (mm): 4.270

7 – Sistema de controle de tração (sobre esta denominação incluem-se todos os equipamentos responsáveis pela movimentação, aceleração e frenagem do veículo).

Este equipamento consiste de:

- Três motores elétricos de elevada potência (160 hp cada, perfazendo um total de 480 hp) acoplados, individualmente, a três eixos de tração independentes. A potência dos motores foi selecionada para que, mesmo se ocorrer uma eventual falha em um dos motores, os dois motores remanescentes serão capazes de manter o veículo em operação com carga total de passageiros. Esta característica de redundância confere ao veículo um alto grau de confiabilidade, pois a possibilidade de falha simultânea de dois motores é muitíssimo remota. Cálculos estatísticos de confiabilidade realizados durante a fase de projeto prevêem que a probabilidade de uma eventual falha que possa a vir imobilizar o veículo deverá ocorrer uma vez a cada 25 anos. A utilização de três eixos de tração permite ainda que a aderência do veículo ao pavimento, quando em aceleração ou frenagem, seja significativamente melhorada. Isto irá possibilitar subidas ou descidas de rampas íngremes, com segurança e rapidez. Desta forma, o projeto viário consegue significativas economias de custo, visto que os viadutos e elevados poderão ter comprimento reduzido.

- Três sistemas eletrônicos de controle de tração, responsáveis pelo controle da velocidade dos três motores de forma coordenada, em obediência aos comandos de aceleração ou frenagem solicitados pelo motorista. São equipamentos eletrônicos de última geração, totalmente a estado sólido (solid-state), e tiveram como ponto de partida os sistemas de tração dos modernos trólebus que começaram a circular em São Paulo a partir de 1.997. Tecnicamente, estes sistemas são conhecidos como “chopper a IGBT”.

- Sistemas de tomada de força, cuja função é captar a energia elétrica necessária à operação do veículo.

8 – Sistemas Auxiliares (sobre esta denominação incluem-se todos os sistemas elétricos-eletrônicos que não estão diretamente ligados à movimentação do veículo).

Este equipamento consiste de:

- Alimentação elétrica e controle da bomba hidráulica, responsável pelo sistema de direção hidráulica do veículo.

- Alimentação e controle dos compressores de ar (o veículo dispõe de três compressores), responsáveis pelo suprimento de ar comprimido ao veículo (alimentando os bolsões de ar da suspensão pneumática, o freio principal, o sistema de abertura e fechamento das portas e a movimentação das alavancas coletoras do "sistema de tomada de força).

- Carregadores eletrônicos de bateria: o veículo dispõe de dois bancos de baterias, que são mantidos permanentemente carregados por dois carregadores eletrônicos independentes. Os carregadores são do tipo “estático”, alimentados a partir da tensão de 220 Vca 3 fases, gerados pelos inversores. O primeiro banco de baterias fornece energia para os equipamentos convencionais do veículo; o segundo alimenta os sistemas eletrônicos dos recortadores.

- Sistema elétrico de alimentação e controle do ar condicionado: o veículo dispõe de três unidades de ar condicionado, uma para cada carro. A alimentação e controle dessas unidades é feita de forma puramente elétrica, mantendo portanto, as características de poluição zero do veículo. Para isso, a Powertronics fabricou e forneceu três equipamentos eletrônicos que transformam a corrente contínua da rede aérea em corrente alternada de 220 Volts, semelhante à utilizada em residências. Tecnicamente, estes equipamentos são conhecidos como “inversores”, pois invertem periodicamente a corrente suprida aos motores do ar condicionado.

Características Gerais dos Inversores

- Variação da tensão de alimentação da rede aérea: de 400 a 720 Vcc

- Tensão entre fases: 220 Vca (fase-fase) / 110 Vca (fase-neutro)

- Freqüência de trabalho: 60 Hz

- Corrente máxima: 45,4 A

- Forma de onda: senoidal / PWM senoidal

- Regulação na saída com variação de carga e/ou variação de alimentação: 5%

- Deslocamento de fase admissível: 10%

- Potência nominal adequada ao serviço auxiliar do carro com mais 10% de reserva: 30 kVa

- Rendimento mínimo à potência nominal: 75%

- Fator de potência mínimo em condições nominais: 0,8

- Variação de freqüência admissível: +/- 1%

- Isolação entre alta e baixa tensão: galvânica

9 – Disposição dos equipamentos instalados no veículo:

259.jpg

(Fonte: Folheto “Descrição dos Equipamentos a Serem Instalados no Protótipo VLP Biarticulado”, de autoria da Powertronics S/A).

1003.jpg
1004.jpg

(Fonte: Revista "Technibus" nr.40 abril-maio 1998).

 

 

 

 

 

 

 

01 - 02 - 03

Fonte de Pesquisa:

 

- Folheto: “Descrição dos Equipamentos a Serem Instalados no Protótipo VLP Biarticulado”, de autoria da Powertronics S/A - Empresa Brasileira de Tecnologia Eletrônica.

- “Manual dos Padrões Técnicos do Veículo Leve Sobre Pneus”, publicado pela SP Trans.

bottom of page