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Trólebus Brasileiro
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Ansaldo

* Ansaldo

 

Estatal italiana especializada em projeto e fabricação de equipamentos elétricos, de sinalização e transportes, em 1960 instalou-se na cidade de Canoas (RS), fornecendo inicialmente componentes para os segmentos de transmissão e distribuição de energia.

Ao longo de três décadas, compondo consórcios com fabricantes de chassis, carrocerias e motores de tração, a Ansaldo participou de algumas concorrências públicas para o fornecimento de ônibus elétricos para o transporte urbano de passageiros, onde era a empresa responsável pelo suprimento dos sistemas de comando e controle dos veículos. Deste modo, em conjunto com Caio e FNM, tomou parte na produção de trólebus para o sistema de Araraquara (SP), em 1962, e, com a Marcopolo, Scania e Inepar, forneceu sete ônibus elétricos para o sistema de Santos (SP) em 1979, e mais dez veículos para a cidade de Araraquara, no ano seguinte.

Os componentes dos comandos fornecidos pela Ansaldo eram majoritariamente importados da Itália, o que logo veio a trazer dificuldades de manutenção para as operadoras que tinham adquirido seus equipamentos. Assim, em 1982, quando a Marcopolo se afastou do consórcio e decidiu se associar à Tectronic, a Ansaldo abandonou o setor.

Em  2001,  no  âmbito  do programa  de privatização conduzido pelo governo italiano, a fábrica de Canoas e os negócios da Ansaldo no Brasil foram vendidos para a Alstom, empresa francesa atuante na mesma área e que, desde 1997 controlava a unidade de material ferroviário da antiga Mafersa.

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O trólebus Scania/Marcopolo/Ansaldo - CSTC 1000.

(Fonte: http://litoralbus.blogspot.com/2009/08/trolebus-santos-sp-joao-manoel-da-silva.html).

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Comando elétrico lateral do trólebus Scania/Marcopolo/Ansaldo - CSTC 1000.

(Fonte: http://picadobondestrolebus.blogspot.com/2010/08/feliz-trolebus-e-bondes-ainda-bem-que.html).

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Compressor Waynel do trólebus Scania/Marcopolo/Ansaldo - CSTC 1000.

(Fonte: http://picadobondestrolebus.blogspot.com/2010/08/feliz-trolebus-e-bondes-ainda-bem-que.html).

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Folder com as especificações técnicas do trólebus Scania/Marcopolo/Ansaldo/Inepar.

(Clique na imagem para ampliar).

* BBC Brown Boveri Company

 

Empresa  suíça  fabricante  de  equipamentos  elétricos  e  ferroviários  fundada  em 1891, a Brown Boveri está presente no Brasil desde a década de 1950, tendo participado do fornecimento de equipamentos para grandes obras públicas, inclusive os geradores da usina hidrelétrica de Itaipu.

 

Em 1978 montou para a Mercedes-Benz o sistema elétrico do trólebus que esta preparou na Alemanha para apresentar ao Ministério dos Transportes, que na época patrocinava um programa de implantação de ônibus elétricos nas principais cidades brasileiras (por ter sido totalmente fabricado no exterior, o ônibus elétrico da  Mercedes não foi adotado no país). Três anos depois a filial brasileira da Brown Boveri, com unidades em Osasco e Itapevi (SP) e que em .976 começou a fabricar motores elétricos no país, participou de outra iniciativa na área. Associando-se dessa vez a duas empresas nacionais, Massari e Caio, contribuiu para a construção de um protótipo de trólebus nacional para o qual forneceu o motor de tração, o sistema eletro-eletrônico de controle de velocidade (por contatores) e todos os periféricos elétricos do veículo, inclusive o banco de baterias que permitia ao veículo percorrer até 8 km sem energia elétrica na rede, sendo este veículo incorporado à frota da CTA, de Arararaquara-SP (carro prefixo 40).  Em 1985 foi a vez de se consorciar à Cobrasma para a construção de dois trólebus fornecidos para o sistema de Araraquara (carros prefixos 41 e 42).

Em 1988 a Brown Boveri e a sueca Asea (fundada em 1883) se incorporaram, formando a ABB – Asea Brown Boveri, tornando-se assim uma das maiores empresas mundiais do setor.

BBC
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Protótipo do trólebus Cobrasma/BBC.

(Fonte:http://www.instagub.com/post/984819369711052265_1700410840).

Motor de tração BBC utilizado em trólebus brasileiros.

(Foto: acervo BBC),

* BBE – Bardella-Borriello Eletromecânica / Engesa – Engenheiros Especializados S.A.

 

A BBE foi fundada em 1956 na cidade de Jandira-SP inicialmente para a produção de motores elétricos e comandos para pontes rolantes. A partir de 1977, forneceu centenas de motores elétricos de tração para trólebus nacionais, por conta do Programa Nacional de Trólebus, em conjunto com a Marcopolo, Ansaldo e Scania (e depois com a Ciferal e Tectronic), compondo os primeiros consórcios para a fabricação da segunda geração de ônibus elétricos brasileiros.

 

Em 1983 a Bardella Borrielo foi incorporada à Engesa. Esta foi a responsável por fornecer os motores de tração para os trólebus Cobrasma/Powertronics, encomendados para a Companhia do Metropolitano de São Paulo-Metrô SP.

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Motor de tração BBE em manutenção na garagem GTA - São Paulo/SP.

(Foto tirada pelo autor deste site - Marco A. G. Brandemarte - durante visita à Garagem do Eletrobus, de São Paulo, no bairro Tatuapé - GTA, em 1.999).

Eletra

* Eletra Tecnologia de Tração Elétrica

A Eletra iniciou suas atividades numa das garagens da Auto Viação ABC, empresa do mesmo grupo, em São Bernardo do Campo/SP. No início de 1999 assume o desafio de produzir o primeiro ônibus elétrico híbrido do Brasil, com tecnologia totalmente nacional: um modelo articulado de 18m para 170 passageiros com tração elétrica híbrida em série, motor-gerador a diesel, baterias chumbo-ácido seladas e freios regenerativos (KERS). O veículo circula até hoje na frota da Metra, no Corredor ABD.

Oficialmente, a empresa Eletra Industrial Ltda (atualmente Eletra Tecnologia de Tração Elétrica) foi inaugurada no ano de 2000. Em 2001 construiu e colocou em circulação seu primeiro ônibus híbrido elétrico modelo Padron, de 12m. Em 2002 exportou seu primeiro ônibus híbrido para atender ao programa Transeléctric, de Santiago do Chile. Um modelo Padron de 12m, chassi Mercedes-Benz 0 500M, carroceria Marcopolo, motor elétrico de 120 kw/h e motor-gerador a diesel OM 904 LA, da Mercedes-Benz. No final deste ano concluiu a produção de seu primeiro trólebus: um modelo low entry (acesso rebaixado) de 12m, com chassis Mercedes-Benz e carroceria Busscar, entregue ao consórcio Metra, de São Bernardo do Campo/SP, fornecendo ainda sistemas de tração e auxiliares para 20 trólebus Padron Low Floor Busscar, nos quais  foram reaproveitados os motores de tração dos antigos trólebus Cobrasma do corredor ABD.

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Fábrica da Eletra em São Bernardo do Campo/SP.

(Fonte: acervo Eletra).

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(Fonte: Anuário do Transporte Público nr. 1 - fev/2006 - OTM Editora).

(Acervo Eletra).

Em  2004  forneceu os kits de tração elétrica e sistemas de integração para 62 ônibus do serviço de transporte urbano de Wellington, Nova Zelândia.

Em   2009   modernizou   dois    trólebus   Mafersa,   do sistema   de   Santos/SP.   Estes  veículos  originalmente  tinham sistema de tração Villares, o qual foi modernizado pela Eletra.

Entre 2011 e 2014 forneceu mais de 180 sistemas de tração para os novos trólebus de São Paulo/SP, incluindo os modelos BRT e de 3 eixos, no processo de renovação da frota de trólebus daquela cidade, além de diversas unidades para o consórcio Metra, de São Bernardo do Campo/SP. Neste período também inovou ao converter seis ônibus articulados Volvo/Busscar da Metra em trólebus.

Em 2013 lançou o e-Bus, o primeiro ônibus totalmente elétrico fabricado no Brasil.  O e-Bus é um articulado de 18m, 100% movido a bateria. Opera na frota da Metra no Corredor ABD.

Em 2015, a Eletra montou o primeiro veículo elétrico híbrido de carga do Brasil, com baterias Moura, a partir de um caminhão Volkswagen a serviço da Honda. Lançou assim as bases do mais eficiente serviço de retrofit do país (conversão de veículos a combustível fóssil para tração elétrica ou híbrida), tanto no transporte público quanto no de carga.

Em 2016 a Eletra entregou à  Universidade  Federal de Santa Catarina o primeiro ônibus brasileiro 100% elétrico movido a energia solar. É abastecido pela eletricidade captada pelos painéis solares do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica da universidade.

Em 2017 a Eletra lançou no mercado seu novo ônibus elétrico Dual Bus, com 13m de comprimento e capacidade para 81 passageiros. A principal característica é sua versatilidade: um mesmo veículo pode rodar como híbrido ou trólebus; ou, em outra versão, como híbrido ou elétrico puro, a critério do operador. Ainda neste ano forneceu a tração elétrica (power train) e o sistema de integração eletrônica do e-Delivery, o primeiro caminhão elétrico da Volkswagen. O lançamento mundial do e-Delivery foi em outubro de 2017 em Hamburgo, Alemanha, mas todo o desenvolvimento do projeto foi feito no Brasil, em Resende (RJ), com participação direta da equipe de engenharia da Eletra.

Em 2018, a Eletra começou a posicionar-se também como uma das mais qualificadas prestadoras de serviços de retrofit do mercado brasileiro. Negociou acordos para conversão de frotas de caminhões de empresas com Ambev, Protege e Honda, entre outras. A tecnologia Eletra de retrofit permite converter veículos a diesel em veículos elétricos puros ou híbridos, com eficiência e baixo custo para o operador.

Abaixo relacionamos a produção de trólebus Eletra para os sistemas de São Paulo e Corredor ABD-Metra.

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Trólebus Eletra presentes no sistema de São Paulo.

(Fonte: Wikipédia - abril/2019).

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Trólebus Eletra presentes no corredor ABD-São Bernardo do Campo/SP.

(Fonte: Wikipédia - abril/2019).

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