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* Carbuss Indústria Catarinense de Carrocerias - BUSSCAR

Inicialmente  denominada  Carrocerias  Nielson, a Busscar Ônibus foi criada em 1.946 pelos irmãos Augusto e Eugênio Nielson. Após cinco anos fechada, a marca e seus ativos foram adquiridos pelo grupo Caio Insduscar em 2.017. A atual razão social da empresa é Carbuss Indústria Catarinense de Carrocerias Ltda, porém a marca ainda permanece BUSSCAR e o parque fabril ainda continua em Joinville/SC.

A Busscar produziu carrocerias para trólebus inicialmente em 2.003, para o consórcio Metra, da Região Metropolitana de São Paulo. Foram 20 trólebus Padron Low Floor Busscar/Eletra, sendo diversos equipamentos elétricos/eletrônicos, incluindo os motores de tração, reaproveitados dos antigos trólebus Cobrasma. Além disso forneceu também um modelo do tipo trólebus Padron Low Entry Busscar/Mercedes-Benz/Eletra. Por fim, entre 2.008 e 2.009 forneceu também 11 carrocerias Urbanuss Plus para a Himalaia Transportes, de São Paulo-SP, sendo esses trólebus equipados com piso baixo total e sistema de abaixamento da altura da carroçaria para facilitar o acesso de pessoas idosas ou usuários com cadeiras de rodas, além de sistema de tração em corrente alternada.

Busscar
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Fábrica da Busscar, em Joinville-SC.

(Fonte: https://futuretransport.com.br/onibus-rodoviarios-serao-feitos-fabrica-da-busscar/).

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Protótipo do trólebus Busscar/Weg, entregue à Himalaia Transportes, de São Paulo-SP.

(Fonte: https://onibusbrasil.com/ricardomilani/764467).

* Companhia Americana Industrial de Ônibus – CAIO

 

A Companhia Americana Industrial de Ônibus – CAIO foi criada em dezembro de 1.945, em São Paulo (SP), pelos irmãos Piedade Gonçalves, proprietários de uma revenda Ford, e por José Massa, imigrante italiano chegado ao Brasil em 1.924 que viria a assumir o controle da sociedade doze anos após sua fundação. José Massa trabalhara durante dezoito anos na Grassi. Sua experiência, aliada à avidez por mais ônibus no Brasil de pós-guerra, fez com que a produção da empresa crescesse rapidamente, já em 1.947 sendo construídas 319 carrocerias. A estrutura de todas elas era de madeira de lei revestida de chapas de aço; o piso também era de madeira, recoberto de linóleo, e as poltronas estofadas em couro. Só em 1.952 a Caio produziria sua primeira carroceria totalmente metálica, com estrutura construída com perfis de aço em U, com abas, e chapeamento externo ainda em aço.

Em  1.960  a  Caio  lançou  o  modelo  Bossa  Nova,   radicalmente  diferente dos anteriores – uma carroceria com janelas largas, vidros deslizantes e para-brisas panorâmicos. Com ele a empresa definitivamente abandonava os para-brisas planos e a seqüência de pequenas janelas quadradas de guilhotina nas laterais. Esta foi a primeira carroceria dita “tubular” da empresa (feita com chapas estampadas em duplo U). Inicialmente fabricado com colunas verticais, logo o modelo Bossa Nova assumiria colunas inclinadas, acompanhando o estilo então em moda. O Bossa Nova também serviu de base para a fabricação dos primeiros trólebus Caio, produzidos para os sistemas de Araraquara/SP e Recife/PE, equipados com chassi Massari ou FNM e elétrica Ansaldo (Araraquara) e Villares (Recife).

No final da década de 1.970, junamente com a Villares e Massari, forneceu uma série de trólebus com carroceria Gabriela para o sistema de Araraquara. Pertenciam à segunda geração de trólebus brasileiros, apesar de ainda serem equipados com controle de tração a contatores.

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Folder de promoção do trólebus "Caio-Villares", publicado pela Caio.

(Fonte:   https://www.casadocolecionador.net/produto/35044/folder+propaganda+onibus+urbano+e+eletrico+(+trolebus+)+caio+caio+villares+anos+60.html).

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Anúncio dos produtos Caio de 1963, onde o trólebus aparece como "ônibus elétrico".

(Fonte: acervo "Diário do Transporte").

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Trólebus Caio / FNM / Ansaldo - CTA Araraquara/SP.

(Fonte:  https://www.lexicarbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/06/caio29.jpg).

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Trólebus Caio / Massari / FNM / Villares - CTU Recife/PE.

(Fonte: https://www.lexicarbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/06/caio30.jpg).

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Trólebus Caio / Massari / Villares - CTA Araraquara/SP.

(Fonte: https://www.lexicarbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/06/caio58a.jpg).

Em 1.980 a Caio colocou em operação parte da nova planta de Botucatu (oficialmente inaugurada em 1.985). Nessa década, seguindo os demais grandes fabricantes, participou a Caio dos programas federais de modernização dos trólebus e das carrocerias urbanas (origem do projeto Padron), iniciativas que definiriam as normas básicas – técnicas e dimensionais – às quais os equipamentos para transporte urbano de passageiros deveriam passar a atender. A partir da nova carroceria Amélia foram fabricados alguns protótipos de trólebus, em consórcio com a Scania-Villares (TC 001 e TC 002) e com a Massari-Brown Boveri, todos eles com portas largas, suspensão pneumática e estrutura em aço de alta resistência, como determinavam as especificações das carrocerias padron. Estes três veículos foram incorporados à frota da CTA, de Araraquara/SP.

Em 1.985 houve a encomenda, pela CMTC, de um dos protótipos do primeiro trólebus articulado do país, com carroceria Amélia de 18,0 m de comprimento e capacidade para 210 passageiros, que seria fabricado em consórcio com a Volvo e a Villares.

Em 2.000 a Caio teve a falência decretada. A empresa não passou muito tempo inativa: como forma de aproveitar seu potencial fabril e a mão-de-obra especializada colocada em disponibilidade, a Justiça autorizou o arrendamento da massa falida, assumida, em janeiro de 2.001, pela Induscar Indústria e Comércio de Carrocerias Ltda., firma especialmente constituída para esse fim pelo maior operador de ônibus de São Paulo – e maior cliente da Caio – José Ruas Vaz. O contrato de arrendamento incluía o uso das instalações de Botucatu e da marca Caio; a Caio-Norte foi desativada.

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Trólebus Caio / Scania / Villares - TC001 - CTA Araraquara/SP.

(Fonte: https://onibusbrasil.com/marcobusabc/2169427).

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Trólebus Caio / Scania / Villares - TC002 - Transerp Ribeirão Preto/SP.

(Fonte: Facebook).

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Trólebus Caio / Volvo / Villares - CMTC/SP.

(Fonte: https://www.lexicarbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/06/caio65a.jpg).

A partir de 2.008 a Caio retorna ao mercado de trólebus, fornecendo diversas unidades aos sistemas de São Paulo Capital e região metropolitana, conforme tabelas a seguir, com diversas inovações, como por exemplo os equipados com terceiro eixo direcional.

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Trólebus encarroçados pela Caio - sistema de trólebus da cidade de São Paulo - SP.

(Fonte: Wikipédia - abril/2.019).

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Trólebus encarroçados pela Caio - sistema de trólebus da região metropolitana de São Paulo - SP.

(Fonte: Wikipédia - abril/2.019).

* Carrocerias Vieira Comércio e Indústria

 

Uma das mais antigas encarroçadoras cariocas de ônibus, a Carrocerias Vieira Comércio e Indústria S.A. foi constituída em 1.945, em sucessão à pioneira Fábrica de Carrocerias Brasileiras, fundada em 1.918. Construindo veículos com estrutura de madeira, foi a primeira empresa a fabricar ambulâncias no país, ainda na década de 20, ao ser escolhida pela prefeitura do Distrito Federal para equipar o serviço de assistência da então capital federal.

Por muito tempo a Vieira se concentrou na produção de lotações – coletivos de menor porte para passageiros sentados, com motor externo ao cabine – montados sobre chassis importados. Somente a partir do final da década de 1.950, com o advento da indústria automobilística nacional, passou a projetar veículos maiores e carrocerias metálicas com motor integrado.

Na década de 1.960, a empresa encarroçou alguns trólebus para o sistema de Niterói-RJ, equipados com chassis FNM. Não se sabe ao certo quantas unidades foram fabricadas, nem qual sistema de propulsão foi utilizado.

Em 1.971 a empresa paralisou suas atividades, sendo suas instalações, equipamentos e projetos arrematados em leilão pela Fábrica de Carrosserias Metropolitana.

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Trólebus Vieira/FNM - sistema de Niterói-RJ.

(Fonte: http://zrak7.ifrance.com/nit-trolebus-nit-vieira-FNM.jpg).

* Ciferal Comércio Indústria e Participações

 

A Ciferal Comércio Indústria e Participações Ltda foi fundada em 1.955,  e  instalou-se  primeiramente em Ramos, na cidade do Rio de Janeiro. A empresa fabricou seu primeiro ônibus urbano em 1.957. Em 1961, a encarroçadora conquistou seu primeiro grande cliente, a Viação Cometa. Posteriormente a empresa deixou de produzir as encomendas desta Viação - conhecidos como Dinossauro - levando-a a criar uma encarroçadora própria, a CMA - Companhia Manufatureira Auxiliar, e levando profissionais da CMA para fabricar os ônibus customizados da empresa. Destacou-se no mercado por ter sido uma das primeiras do país a usar duralumínio nas carrocerias.

No  início  dos  anos  70, a empresa juntou-se às encarroçadoras Cribia e Metropolitana - esta, fundada em 1.948, sendo posteriormente vendida à Caio.

A Ciferal chegou a ser estatal, nos anos 80, quando o então governador daquele estado, Sr. Leonel Brizola decidiu pela compra da empresa. A fábrica desenvolveu jardineiras - ônibus especiais para passeios turísticos em praias - e ônibus novos para a CTC-RJ. Neste mesmo período a empresa enfrenta uma grave crise financeira, tendo como auge o cancelamento de um pedido de 2 mil ônibus elétricos encomendado pela CMTC, de São Paulo. Sendo assim, pouco mais de 200 trólebus foram fornecidos aos sistemas de São Paulo e Recife.

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Carroceria Ciferal Padron Alvorada, utilizada nos trólebus encarroçados por ela.

(Fonte: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=426801127389513&set=a.373392022730424.79517.151930651543230&type=1&relevant_count=1). 

  

A crise teve ainda uma espécie de cisão, quando sócios da Ciferal abriram a Ciferal Paulista, uma espécie de filial da Ciferal, em São Paulo. Do mesmo modo, em Pernambuco, surgiu a Reciferal. Os carros da Ciferal Paulista e da Reciferal tinham diferenças de acabamento em relação aos modelos Tocantins da Ciferal, basicamente em lanternas e desenhos de tampas do motor. Porém, a Ciferal Paulista foi rebatizada posteriormente de Condor, e em seguida de Thamco. Lembrando que a Thamco encerrou suas atividades, surgindo em seu lugar a empresa Neobus, sendo posteriormente rebatizada de Neobus San Marino, transferindo-se de Guarulhos, na Grande São Paulo, para Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Em 1.992 transferiu-se para Xerém, no município de Duque de Caxias - RJ, nas antigas instalações da FNM - Fábrica Nacional de Motores. sendo comprada por empresários de ônibus que eram clientes antigos da empresa. Finalmente em 2.001 foi adquirida pela Marcopolo S/A.

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